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Jogado aos Seus Pés #1





Capítulo 1 - A entrevista


          Ali estava ele, tenso, sentado em um sofá simples e aveludado. O ambiente senzalesco da masmorra já provocava o desconforto emocional a qualquer visitante que ousasse adentrar no recinto. Mesas de tortura sexual, grilhões parafusados a traves de penitência e estantes com variadas chibatas e palmatórias complementavam o clima de excitante pavor.

         Era um jovem angustiado, extremamente desejoso por conseguir viver sua submissão de forma plena e estável. A uns dois metros de distância, em uma imponente poltrona de couro marrom, postava-se aquela a qual Frederico buscava contato por meses na internet: Rainha Atena. Finalmente, depois de vários e-mails enviados, a deusa resolveu responder, concedendo um pouco de seu precioso tempo para ouvir o que aquele candidato, dentre vários, tinha a oferecer.



              Os antecedentes relacionais daquele candidato eram bastante conturbados. Ele precisava encontrar alguém que pudesse corresponder aos seus mais pervertidos e profundos desejos de submissão; e que pudesse dar-lhe um voto de confiança à sua mais devocional sinceridade e também à pureza de suas intenções. Finalmente, a sorte sorrira para ele. E, dias depois, ali estava, diante da sua primeira conquista nessa empreitada: conseguir, enfim, ser ouvido pela deusa de seus sonhos.

- Então vamos começar, candidato. Você teve a honra de ter conseguido um pouco do meu tempo para sua entrevista de admissão. Você está certo mesmo sobre o que quer comigo? 

A firmeza e segurança na voz de Atena, aliadas à sua estonteante beleza em seus quase 40 anos, faziam Frederico suar frio em sua inevitável insegurança. 

- Sim senhora. Espero que sim... – respondeu hesitante. 

- Certo. Na sua mensagem, você diz ter vivido relacionamentos intensos no campo sexual, com algumas mulheres. Mais especificamente quanto a ser dominado e humilhado por elas, inclusive por meio do que chamamos em nosso meio fetichista de... “Cuckolding”.


 

- Sim, senhora. Mas só escrevi isso, por se tratar de uma exigência que a senhora fizera quando do meu primeiro contato. 

- Claro, para mim é extremamente importante saber de detalhes da vida de um candidato a escravo em minha masmorra. Assim como creio ser de extrema valia que meus escravos e escravas me conheçam profundamente. Afinal, toda relação de poder e consensual requer mútua confiança. Você não acha? 

- Sim, sim, claro. Concordo. Por isso mesmo estou disposto a relatar como foi minha vida nesse campo íntimo em detalhes. 

- Ótimo. Se quiser mesmo ser meu submisso 24/7, e habitar aqui, em minha masmorra, saiba que gravarei você em vídeo durante toda a entrevista. Estudarei e explorarei com intensidade todas as informações que você me revelar. E quero total sinceridade em todas. Eu sou psicóloga e perita técnica em expressões faciais e em análise de linguagem corporal. Saberei sondar exatamente quando não estiver sendo 100% honesto. E mentir para mim é um erro fatal, ao qual não concedo nenhuma benevolência. Exijo que olhe em meus olhos enquanto estiver narrando, para que eu possa lê-lo. Fui bem clara?



- Sim, senhora, claro. Farei o possível para que nenhum fato seja deturpado, ou mesmo omitido. Desculpe minhas limitações, mas não consigo imaginar melhor caminho que não seja pelo óbvio e tradicional elenco cronológico dos fatos, podendo haver uma ou outra bifurcação conforme a narrativa assim exija. 

- Tudo bem. A propósito, gostei muito do nível da sua linguagem. Mostra que você é uma pessoa culta, e eu valorizo muito isso em um candidato. Já começou bem. Vamos ver se consegue manter esse conceito ao longo desse nosso primeiro encontro. 

- Sim, senhora Atena. Quanto tempo a senhora me concede? Pergunto isto para que eu saiba dosar o volume e o ritmo do meu relato. 

- Você está com sorte. Hoje não tenho nada agendado para o resto da noite. Podemos ir te escutando falar livremente, sem se preocupar com o limite de tempo, até a hora em que eu cansar. Daí, decido se continuamos em uma próxima oportunidade. Ok? 

- Sim, senhora. 

- Muito bem. Gostaria de começar com uma pergunta: qual foi o fato inicial que o despertou para a sua inclinação à subserviência diante da figura feminina? 

- Com certeza foi a perda de minha virgindade. 



- Por quê? 

- Porque foi um momento marcante em meu percurso. Assim como acredito ser para a maioria das pessoas. Mas no meu caso em particular, não apenas por ser inaugural, mas, sobretudo, pela relação que desenvolvi com a minha então namorada a partir dali e com as demais mulheres que vieram depois dela. 

Atena olhava profunda e atentamente para os olhos do candidato que se abria diante dela naquele momento. A câmera de vídeo, acoplada a um tripé, registrava cada palavra, movimento, suspiro, pausa e expressão facial do candidato a escravo sexual. 

- Entendi. Vamos começar pelo início. Conte-me como foi esse seu despertar. Qual era o nome dela? 

- Samara. 

  

Índice com todos os capítulos: 📄

P.S. o escritor dessa obra e colaborador deste blog, Fredericco Rocco, assim como o protagonista seu homônimo, está solteiro e também em busca de uma distinta Dama que queira conhece-lo para, eventualmente conversarem sobre esse prazeroso tema. Fica aqui o contato para as que se interessarem: roccoescrita@gmail.com

4 comentários:

  1. Linda capa, maravilhosas ilustrações, excitante introdução, Squal! É o site voltando com tudo! Parabéns! Pedro.

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  2. Voltou com a qualidade de sempre. Ansiosa pela continuação. Bjs

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    1. Obrigado, minha musa! Sempre nos agraciando com seus comentários, bjs.

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